Quem são os privilegiados na alfabetização?

Aproximadamente 13,2 milhões de brasileiros entre 15 e 64 anos ainda não sabem ler e nem escrever, foi o que a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) apontou em seu último levantamento. Segundo dados organizados pelo Indicador Nacional de Alfabetismo (INAF), em parceria com o Ibope, divulgados em 2016, 77% dos analfabetos se autodeclararam negros ou pardos, seguidos de 19% brancos, 3% amarelos e 1% indígenas.

Este estudo mostra que os números referentes à educação reforçam a desigualdade no país. Os negros e pardos, como maioria da população (53,6 % segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), são os que têm menos acesso ao estudo, os que ganham os salários mais baixos e os que mais encontram-se desempregados.

Maria Macedo, docente de ensino básica da rede estadual de São Paulo, afirma que temos uma dívida histórica com a população negra: “Não é de hoje que os negros sofrem com os estudos. Melhorar essa situação é uma responsabilidade nossa”.

Reforçando a questão da luta contra a desigualdade, Maria reforça que o país ainda precisa se empenhar muito: “O Brasil tem muito o que melhorar. “Precisamos oferecer uma instrução de qualidade, materiais específicos para estes alunos e também uma melhor qualificação para os educadores, principalmente na periferia e em zonas rurais. Talvez seja a iniciativa necessária para a erradicação – e desuniformidade – do analfabetismo”.

Programas que fomentam o alfabetismo e promovem a democracia em relação ao conhecimento são inseridos no sistema educacional brasileiro com o objetivo de diminuir cada vez mais esses números. A Educação de Jovens e Alunos (EJA), por exemplo, está inserido em aproximadamente 2522 escolas no país, e atende alunos a partir de 15 anos. Porém, apenas 5% dos alunos matriculados são negros.

Marcos Lima, 28 anos, é negro e mora na periferia de Guarulhos, concluiu seus estudos através do programa, e afirma: “Sofria muito preconceito por não ter o ensino médio, principalmente em entrevistas de emprego, sou grato ao EJA. Somos pressionados a estudar muito mais do que um branco”.

Ao ser questionado sobre como conheceu o projeto, Marcos diz que foi através de vizinhos: “Não foi pela rádio, nem televisão, nem nada. Se não fosse o pessoal da minha rua, não saberia escrever meu nome”.

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